Dei por mim em frente a uma página em branco, mais uma vez. Apetecia-me insultar-te como nunca e dizer-te que és das piores merdas que conheci. Erro meu. Seria demasiada a importância que estaria a dar-te, certo? Então achei achei por bem cruzar os braços e ficar na última fila a ver o jogo decorrer. Nunca gostei de primeiras filas, as câmaras apanham sempre a nossa pior parte e as nossas figuras mais ridículas. Tentei acompanhar todo o jogo e todos os mais pequenos pormenores , mas não consegui. Enjoei no teu primeiro lance: aquele de te achares o mais garanhão da zona. Pensei que vomitava, fiquei mesmo mal disposta sabias? Foi aí que me apercebi o quanto estava iludida com uma pessoa que não conhecia. Não te conheço, nunca te conheci. Vidrei-me numa personalidade na qual fui em quem tentou limar as arestas. Erro meu, mais uma vez. Sabes porquê? Tentei fazer de ti aquilo que me fazia feliz, tentei mostrar-te o que deverias fazer, o que deverias ser. E tu afinal de contas não passavas de um mero júnior que nem tinha tempo de ir aos treinos. Desisti, e cansei-me. Futebol nunca foi o meu forte e crianças também não. Não tentes encontrar-te nas entrelinhas deste texto... não estás cá, nem aqui, nem ali, nem nas paredes do quarto, nem sequer numa única foto. LIXO, é aí que estão essas memórias, é aí que tu estás e continuarás até que me passe a azia daquele jogo onde o culpado nunca foi o árbitro, mas sim eu, o espectador que esperou demais de um simples "jogador".
Aplica-te em crescer, afinal com esta crise toda qualquer dia ficas sem infantários.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Mudanças
Foi bom, nunca ninguém poderá dizer o contrário. Foi óptimo. Existem sensações que vou guardar sempre e as quais certamente não conseguirei repetir ou sentir com mais ninguém. Eu conhecia-te, tu conhecias-me... ou talvez não! Afinal demoramos uma vida inteira para nos conhecermos a nós mesmo, assim sendo, como poderemos conhecer alguém na totalidade? Filosofias... Saberia sempre como pôr-te um sorriso na cara, saberia cozinhar o teu prato favorito e se fosse preciso dedicar-me-ia aos doces só porque adoravas algum em especial. Tenho a certeza que conseguiria sempre descobrir uma das tuas músicas preferias ou um dos filmes que te faziam colar ao ecrã. É, há hábitos que não se perdem... E tu saberias qual o meu animal favorito e desviar-me-ias a cara para me mostrar um qualquer exemplar que passasse na rua. Porque talvez nos tenhamos conhecido de uma forma que mais ninguém nos conhece. Mas talvez o conhecimento não seja tudo e a forma como lidávamos um com outro não seria provavelmente a mais certa.
Hoje tu foste. Vou sempre lembrar-me do último beijo e do que me disseste antes de bater com a porta do meu quarto de mochila às costas. Chorava, como de todas as vezes que te via ir, mas sabendo que voltarias. Desta vez não voltas-te, e as pipocas continuam no mesmo sítio, para ver os filmes que prometemos ver juntos.
Desculpa, o teu ''adeus'' não foi o melhor do mundo, por isso não se estranhes se algum dia eu mudar de passeio para não ter que te cumprimentar, nem te assustes se o meu estilo mudar. A vida é feita disso mesmo : mudanças!
Não duvides ainda que quando ouvires o meu nome te vais lembrar de mim, nem estranhes quando alguém te contar que substituí as tuas fotos por outras... mudanças!
Ensinaste-me a gostar de gatos e eu pus-te a ver filmes românticos... queres melhor? Mas agora está na altura de mudar o jardim zoológico, de trocar as pipocas de sítio, de guardar fotos e pertences em baixo da cama para não ter que me cruzar todos os dias com as mesmas lembranças. Poderia pedir-te para não te esqueceres de mim, mas não vale a pena. Porque há cheiros que não se confundem, nem hábitos, nem SORRISOS. E o meu tu conheces de cor.
Quando um dia passar à tua porta, deixa-me entrar, há coisas que gostava de rever, e que tu saberás certamente quais são; mas não me deixes abrir a porta do teu quarto, todas aquelas paredes guardam memórias de um filme que na altura será bastante antigo.
Por agora só te peço uma coisa, que sejas feliz, assim como eras quando estávamos juntos. E espero que nunca te arrependas da tua incapacidade de me voltar a amar e de me conseguir manter por perto... Nesse dia eu estarei longe! Quem sabe, no Dubai... Sem ti!
Abraço!
P.s. - Morangos com chocolate continuam a ser os meus preferidos!... E quem sabe um dia, aprenda a gostar de Licor Beirão.
Hoje tu foste. Vou sempre lembrar-me do último beijo e do que me disseste antes de bater com a porta do meu quarto de mochila às costas. Chorava, como de todas as vezes que te via ir, mas sabendo que voltarias. Desta vez não voltas-te, e as pipocas continuam no mesmo sítio, para ver os filmes que prometemos ver juntos.
Desculpa, o teu ''adeus'' não foi o melhor do mundo, por isso não se estranhes se algum dia eu mudar de passeio para não ter que te cumprimentar, nem te assustes se o meu estilo mudar. A vida é feita disso mesmo : mudanças!
Não duvides ainda que quando ouvires o meu nome te vais lembrar de mim, nem estranhes quando alguém te contar que substituí as tuas fotos por outras... mudanças!
Ensinaste-me a gostar de gatos e eu pus-te a ver filmes românticos... queres melhor? Mas agora está na altura de mudar o jardim zoológico, de trocar as pipocas de sítio, de guardar fotos e pertences em baixo da cama para não ter que me cruzar todos os dias com as mesmas lembranças. Poderia pedir-te para não te esqueceres de mim, mas não vale a pena. Porque há cheiros que não se confundem, nem hábitos, nem SORRISOS. E o meu tu conheces de cor.
Quando um dia passar à tua porta, deixa-me entrar, há coisas que gostava de rever, e que tu saberás certamente quais são; mas não me deixes abrir a porta do teu quarto, todas aquelas paredes guardam memórias de um filme que na altura será bastante antigo.
Por agora só te peço uma coisa, que sejas feliz, assim como eras quando estávamos juntos. E espero que nunca te arrependas da tua incapacidade de me voltar a amar e de me conseguir manter por perto... Nesse dia eu estarei longe! Quem sabe, no Dubai... Sem ti!
Abraço!
P.s. - Morangos com chocolate continuam a ser os meus preferidos!... E quem sabe um dia, aprenda a gostar de Licor Beirão.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Retoricamente falando
Lembro-me
como se fosse hoje. Lembro-me do teu sorriso, de como os teus olhos brilhavam e
o teu coração quase saía pela boca. Permanecíamos deitados naquela cama há umas
longas horas. Entre guerras de almofadas, bolachas caídas pelo tapete (reféns
de quando a fome parecia dar sinais de vida), beijinhos, abraços … Aquelas
coisas que hoje me dão náuseas só de pensar. Tudo muda, e desta vez não foi
diferente. Lembras-te das promessas que fizeste naquela longa tarde antes de
irmos à praia? “Nunca te vou deixar” , “Vou sempre proteger-te”, “Não vejo mais
ninguém” … Eras cego era? É que de um momento pro outro começas-te a ver bem
demais, tudo que mexe tu estás lá batido. Fácil, bastante até.
Meu
amor, tu sabes como sou observadora, poderia ser inspectora da PJ, sabias? Mas
isso é pouco demais para mim, prefiro continuar à caça de meninos babados que
adoram saltar para cima de tudo aquilo que possa ter algo que os console.
CREDO, irritas-me, miúdo. Começo a ficar com medo daquilo que me tenho vindo a
tornar, ou talvez deva ficar orgulhosa. Lembras-te daquela rapariga que
conheces-te no início do namoro que chorava desesperadamente por ver uma
formiga morta? Hoje quem morreu foi essa menina, e queria dizer-te na cara, a
sorrir, sabes quantas vezes chorei dessa forma desde que mandas-te essas
promessas todas pró c** ? UMA má love, UMA … Tem calma, não te assustes. Bem
sei que pode parecer estranho, mas olha, meninas tornam-se mulheres, provam
outros beijos e conhecem outros cheiros. Talvez já esteja na altura de eu
procurar pela existência dessas mesmíssimas coisas. Porque tudo acaba e todas
essas promessas, há-de haver um dia em que me vou rir e dizer “a sério que
algum dia pude acreditar que era verdade?”. E nessa altura vou tirar um peso de
cima de mim, aquela da pobre coitada que ainda acha que se deve culpabilizar
pelo facto do príncipe a ter deixado. Príncipe uma ova!! Não há príncipes. Até
gosto mais do Shrek que do Ken, caras feias fazem rir, músculos só servem para
arrastar armários. E para isso, não preciso de ti!
Confesso, continuo a lembrar-me de ti à noite, de manhã, bêbeda, em sonhos, em expressões. Mas tu lembra-te de uma coisa: foste tu quem abandonou o castelo, e hoje em dia já ninguém anda de cavalo, só de autocarro… E esse… esse é caro e eu sou uma princesa pobre.
Confesso, continuo a lembrar-me de ti à noite, de manhã, bêbeda, em sonhos, em expressões. Mas tu lembra-te de uma coisa: foste tu quem abandonou o castelo, e hoje em dia já ninguém anda de cavalo, só de autocarro… E esse… esse é caro e eu sou uma princesa pobre.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Don't Cry
Era meia noite no relógio de parede da sala e eu continuava com o mesmo pijama há semanas, o cabelo parecia pasta e as lentes dos meus óculos pareciam trazer a névoa de décadas. Depois de uns chocolates, umas gomas e uns cigarros, desliguei a televisão e corri para o quarto. Abri o roupeiro que estava fechado com aquela roupa que eu tinha decido "tão cedo não visto"; escolhi uma bela saia apertadinha como sempre gostei, um estrondoso top cai-cai e uns saltos deslumbrantes. Corri para o banho e usei o melhor gel. Depois de vestida e bem maquilhada saí de casa e liguei para a L. , sabia que ela nunca me deixaria numa aventura destas sozinha e além do mais todos os dias tentava arrancar-me de casa.
Passei a buscá-la e finalmente consegui divertir-me, corremos todos os bares do Bairro Alto, experimentámos de tudo e finalmente o meu rímel permaneceu durante longas horas sem o conseguir borratar.
Quando cheguei a casa dei por mim sentada na varanda, com os saltos ao lado, um martini branco e um cigarro que desfrutava intensamente, pensando "Está na altura de seguires, nem sempre amor é sinal de ficar junto, e realmente o Until Forever nem existe" .
Fechei a preciana e fui dormir de sorriso nos lábios, afinal aos poucos vais ficar como a coca-cola : ZERO!
Passei a buscá-la e finalmente consegui divertir-me, corremos todos os bares do Bairro Alto, experimentámos de tudo e finalmente o meu rímel permaneceu durante longas horas sem o conseguir borratar.
Quando cheguei a casa dei por mim sentada na varanda, com os saltos ao lado, um martini branco e um cigarro que desfrutava intensamente, pensando "Está na altura de seguires, nem sempre amor é sinal de ficar junto, e realmente o Until Forever nem existe" .Fechei a preciana e fui dormir de sorriso nos lábios, afinal aos poucos vais ficar como a coca-cola : ZERO!
sábado, 4 de agosto de 2012
Pôr de Sol
Ali estava ela. Sentada na varanda, olhando o mesmo pôr-do-sol de todos os dias. Enquanto fumava o seu cigarro pensava como seria possível existirem mudanças tão repentinas na vida de alguém. Sabia bem o quanto a vida já lhe tinha pregado partidas, e em como algumas cicatrizes ainda se notavam em noites de lua cheia. Então ela já não sabia o que queria, pois tudo havia sido trocado. O vaso de tulipas não estava já na mesa da cozinha, nem tão pouco a televisão continuava no mesmo sítio; melhor ... o peluche já não tinha o seu lugar marcado na cama dela, assim como ELE deixara de ter nos «recentemente utilizados» do seu telemóvel.
Às vezes achava que seria apenas uma passagem, como aquelas chuvas torrenciais em pleno mês de Agosto que vão e vêm; mas não... começara a habituar-se à ausência. Já não esperava palavras bonitas, desejava atitudes concretas. Hoje ela começa a mentalizar-se de como tudo mais tarde ou mais cedo acabará, tal como um cigarro se apaga, ou um pôr-do-sol se finda todos os dias, no mesmo horizonte... Depois? Depois ela sorrirá, e saberá que lágrimas só merece a morte, e que tudo o resto a endurecerá. Pois sempre foi assim, risonha!!
Às vezes achava que seria apenas uma passagem, como aquelas chuvas torrenciais em pleno mês de Agosto que vão e vêm; mas não... começara a habituar-se à ausência. Já não esperava palavras bonitas, desejava atitudes concretas. Hoje ela começa a mentalizar-se de como tudo mais tarde ou mais cedo acabará, tal como um cigarro se apaga, ou um pôr-do-sol se finda todos os dias, no mesmo horizonte... Depois? Depois ela sorrirá, e saberá que lágrimas só merece a morte, e que tudo o resto a endurecerá. Pois sempre foi assim, risonha!!
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Do verbo "gostar"
Por mais que digas que não gostas de ninguém, terás sempre alguém no teu pensamento. Alguém que por qualquer razão um dia te magoou e por isso saiu do teu dia-a-dia, alguém que tu vês de longe e sentes de perto, alguém que no presente, continuas a chorar a mágoa do passado.
É assim a vida, a inevitabilidade dos sentimentos. Não te julgues nem te corroas, todo o mundo sente saudades, e nem todas se podem apagar com uma borracha.
Se te magoou, vais sempre reforçar para toda a gente a ideia de que «já o esqueci» ... ERRADO, my dear ; talvez até o ames mais. Quem sabe continues a sentir saudades de saber onde anda, se continua a fumar a mesma marca de tabaco ou a gostar de beber café com gelo. Mas não te culpes, nem dês parte fraca. Olha-te ao espelho, és bela e por enquanto, ainda não és adormecida.
Será sempre isto, alguém gosta sempre de alguém, como a Minnie gosta do Mickey, o Sherek da Fiona, e a Bela do Monstro ... Like a Disney Story!
É assim a vida, a inevitabilidade dos sentimentos. Não te julgues nem te corroas, todo o mundo sente saudades, e nem todas se podem apagar com uma borracha.
Se te magoou, vais sempre reforçar para toda a gente a ideia de que «já o esqueci» ... ERRADO, my dear ; talvez até o ames mais. Quem sabe continues a sentir saudades de saber onde anda, se continua a fumar a mesma marca de tabaco ou a gostar de beber café com gelo. Mas não te culpes, nem dês parte fraca. Olha-te ao espelho, és bela e por enquanto, ainda não és adormecida.
Será sempre isto, alguém gosta sempre de alguém, como a Minnie gosta do Mickey, o Sherek da Fiona, e a Bela do Monstro ... Like a Disney Story!
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Um dia ...
Um dia vais ligar-me e não vou atender, vais querer ver-me e eu não vou poder, vais querer estar comigo e eu não vou aceitar ... Nesse dia vais perceber o que eu senti!
É, esse dia chegou meu querido. Chegou mais cedo do que aquilo que eu pensei até. Passaram apenas alguns meses desde que te apercebes-te que não eras mais o menino dos meus olhos. Não sei como, mas consigo perceber o que sentes, e acho que não me engano. Afinal de contas deixei de usar sempre sapatilhas, calças de ganga e o cabelo apertado. É, confesso que estou uma mulher e poderia apostar em como tu adoravas fazer parte da minha nova vida. Consigo ver nos teus olhos que em certas alturas me tentas ignorar só para não demonstrares que ainda sentes; deixas de falar para não caíres na tentação de dizer «ainda te amo»; para não chorares sempre que me vês.
Imagino o que ainda me desejas quando me olhas, sempre foste maluco por mim, um verdadeiro Romeu que eu achei que nunca deixaria a sua Julieta. Mas deixas-te; deixas-te por aquelas vadias todas (sem ofensa minhas queridas), mas sabes? Elas nunca me substituirão, e nunca te farão feliz como eu fiz, e elas nunca conseguirão ver nos teus olhos, o brilho que eu via quando dizias que erao amor da tua vida. Aquele que tu deitas-te fora como uma pastilha elástica quando perde o sabor sabes? Mas nós ainda podíamos ter feito tantas "bolinhas" juntos (...)
Acho que entendes-te da pior maneira que fizeste a escolha errada. Confesso que não me dá gosto ver-te sofrer, mas sinto que tinha razão em tudo que disse e que é mesmo verdadeiro o velho ditado do só se dá valor quando se perde.
Já que mudas-te o sabor da tua pastilha elástica favorita, 'boa sorte!', estão sempre a aparecer sabores novos. Pode ser que um dia destes encontres um parecido ao meu, mas com menos açúcar, para que não fiques com diabetes ... Fuma uns Lucky Strike , sempre te ajudarão a acalmar a dor da minha falta.
Beijinhos
É, esse dia chegou meu querido. Chegou mais cedo do que aquilo que eu pensei até. Passaram apenas alguns meses desde que te apercebes-te que não eras mais o menino dos meus olhos. Não sei como, mas consigo perceber o que sentes, e acho que não me engano. Afinal de contas deixei de usar sempre sapatilhas, calças de ganga e o cabelo apertado. É, confesso que estou uma mulher e poderia apostar em como tu adoravas fazer parte da minha nova vida. Consigo ver nos teus olhos que em certas alturas me tentas ignorar só para não demonstrares que ainda sentes; deixas de falar para não caíres na tentação de dizer «ainda te amo»; para não chorares sempre que me vês.
Imagino o que ainda me desejas quando me olhas, sempre foste maluco por mim, um verdadeiro Romeu que eu achei que nunca deixaria a sua Julieta. Mas deixas-te; deixas-te por aquelas vadias todas (sem ofensa minhas queridas), mas sabes? Elas nunca me substituirão, e nunca te farão feliz como eu fiz, e elas nunca conseguirão ver nos teus olhos, o brilho que eu via quando dizias que era
Acho que entendes-te da pior maneira que fizeste a escolha errada. Confesso que não me dá gosto ver-te sofrer, mas sinto que tinha razão em tudo que disse e que é mesmo verdadeiro o velho ditado do só se dá valor quando se perde.
Já que mudas-te o sabor da tua pastilha elástica favorita, 'boa sorte!', estão sempre a aparecer sabores novos. Pode ser que um dia destes encontres um parecido ao meu, mas com menos açúcar, para que não fiques com diabetes ... Fuma uns Lucky Strike , sempre te ajudarão a acalmar a dor da minha falta.
Beijinhos
terça-feira, 10 de julho de 2012
De Sangue
Nem sei muito bem por onde começar, nem de que forma possa usar as palavras para demonstrar o quanto estou magoada contigo, o quanto me sinto triste, o quanto me dói saber que não somos mais o que éramos. Precisava de um daqueles passeios nossos para te poder olhar nos olhos e demonstrar-te que sinto taaaanto a tua falta, dar-te um abraço dos nossos, um beijinho e dizer-te «gosto tanto de ti» ... Mas não posso, não posso porque o orgulho de ambas as partes tornou-se superior àquela relação que tínhamos, que sempre tivemos, que tenho a certeza que toda a gente que nos visse juntos, invejaria.
Lembras-te das brincadeiras? Sempre fui uma Maria rapaz (nem poderia ser de outra forma contigo); os carros, a terra, a viola, a scooter ... Lembras-te como eu adorava andar naquela "lambreta" contigo? Aquilo andava mesmo pouco não achas? Mesmo assim eu adorava, naquela rua de roseiras, a pique, quando eu sentia o cabelo todo para trás com o vento, sentada no teu colo e os olhos a lacrimejarem: era a adrenalina total. Eu gargalhava-me toda!
Os banhos de mangueira sempre foram algo caricato também, começavam sempre no quintal, com algo sério para fazer, mas acabavam sempre em brincadeiras que os pais detestavam.
Sempre tivemos uma coisa em comum: o amor pelos cães! Ainda consegues lembrar-te do quanto já chorámos juntos pelos cães que nos morreram? Éramos sempre eu e tu a dar-lhes banho. Eles detestavam. Mas tu nunca te esquecias que era para o bem deles. O quanto nós chateámos a cabeça dos pais para irmos buscar aquele cachorro bebé, o Jonas. E às escondidas deles, íamos buscá-lo à noite, para a nossa beira, quando eles se deitavam. Coitadinho, ele estava sempre a chorar, de tão assustado.
Adorava ouvir-te tocar viola, e naquelas noites com os teus amigos, as noites académicas que eu de vez em quando (muito de vez em quando) tinha oportunidade de assistir a partes, eu pensava para os meus botões «um dia ainda hei-de saber tocar como tu» ...
Não me esqueço que poucos dias antes de seguires a tua vida fora desta casa, dormi TODOS os dias contigo. Era a loucura total nós os dois. Adormecíamos sempre tarde, sempre na brincadeira, e os pais chegavam a vir reclamar. Sobrava sempre pra mim não era? A mais nova.
Hoje as coisas mudaram. Não imaginas o que choro ao escrever isto, o que me custa reconhecer que a nossa relação se perdeu, o que me custa saber que tu deixas-te de ser quem eras. Desculpa se por vezes não fui a melhor, mas eu tinha um orgulho imenso por ti. Lembras-te como gozavas com as minhas notas de Educação Física? E hoje? Ainda sabes quais são as minhas áreas favoritas?
Em parte acredito que sempre fiz tudo por nós, mas sabes que existem alturas em que acabamos por baixar os braços porque já não dá mais. E depois choramos... Sozinhos. Nunca gostei muito de falar deste assunto com ninguém, não por medo, mas porque me custa mais que qualquer outro.
Não sei se algum dia voltaremos à mesma cumplicidade.
Estou muito magoada contigo! Um dia, se tivermos oportunidade,os dois sozinhos, tenho muita coisa para te dizer. E depois, se puder, vou abraçar-te como antes, e vamos rir da coisa mais estúpida que nos lembrar-mos ... É, gozávamos sempre com toda a gente.
Se alguma vez este texto te chegar às mãos, lê-o com atenção, nas entrelinhas existem coisas que ninguém percebe; palavras cheias de saudade ... Por agora, não te esqueças que eu continuo aqui, como quando tinha 6 anos, cabelo loiro encaracolado, e aquele sorriso malandro. Eu sou a mesma, que continua amar-te, e tu?
Da SEMPRE tua,
Mana .
Lembras-te das brincadeiras? Sempre fui uma Maria rapaz (nem poderia ser de outra forma contigo); os carros, a terra, a viola, a scooter ... Lembras-te como eu adorava andar naquela "lambreta" contigo? Aquilo andava mesmo pouco não achas? Mesmo assim eu adorava, naquela rua de roseiras, a pique, quando eu sentia o cabelo todo para trás com o vento, sentada no teu colo e os olhos a lacrimejarem: era a adrenalina total. Eu gargalhava-me toda!
Os banhos de mangueira sempre foram algo caricato também, começavam sempre no quintal, com algo sério para fazer, mas acabavam sempre em brincadeiras que os pais detestavam.
Sempre tivemos uma coisa em comum: o amor pelos cães! Ainda consegues lembrar-te do quanto já chorámos juntos pelos cães que nos morreram? Éramos sempre eu e tu a dar-lhes banho. Eles detestavam. Mas tu nunca te esquecias que era para o bem deles. O quanto nós chateámos a cabeça dos pais para irmos buscar aquele cachorro bebé, o Jonas. E às escondidas deles, íamos buscá-lo à noite, para a nossa beira, quando eles se deitavam. Coitadinho, ele estava sempre a chorar, de tão assustado.
Adorava ouvir-te tocar viola, e naquelas noites com os teus amigos, as noites académicas que eu de vez em quando (muito de vez em quando) tinha oportunidade de assistir a partes, eu pensava para os meus botões «um dia ainda hei-de saber tocar como tu» ...
Não me esqueço que poucos dias antes de seguires a tua vida fora desta casa, dormi TODOS os dias contigo. Era a loucura total nós os dois. Adormecíamos sempre tarde, sempre na brincadeira, e os pais chegavam a vir reclamar. Sobrava sempre pra mim não era? A mais nova.
Hoje as coisas mudaram. Não imaginas o que choro ao escrever isto, o que me custa reconhecer que a nossa relação se perdeu, o que me custa saber que tu deixas-te de ser quem eras. Desculpa se por vezes não fui a melhor, mas eu tinha um orgulho imenso por ti. Lembras-te como gozavas com as minhas notas de Educação Física? E hoje? Ainda sabes quais são as minhas áreas favoritas?
Em parte acredito que sempre fiz tudo por nós, mas sabes que existem alturas em que acabamos por baixar os braços porque já não dá mais. E depois choramos... Sozinhos. Nunca gostei muito de falar deste assunto com ninguém, não por medo, mas porque me custa mais que qualquer outro.
Não sei se algum dia voltaremos à mesma cumplicidade.
Estou muito magoada contigo! Um dia, se tivermos oportunidade,os dois sozinhos, tenho muita coisa para te dizer. E depois, se puder, vou abraçar-te como antes, e vamos rir da coisa mais estúpida que nos lembrar-mos ... É, gozávamos sempre com toda a gente.
Se alguma vez este texto te chegar às mãos, lê-o com atenção, nas entrelinhas existem coisas que ninguém percebe; palavras cheias de saudade ... Por agora, não te esqueças que eu continuo aqui, como quando tinha 6 anos, cabelo loiro encaracolado, e aquele sorriso malandro. Eu sou a mesma, que continua amar-te, e tu?
Da SEMPRE tua,
Mana .
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Cegueira
Chega a ser estranho o facto de eu me dar ao trabalho de pensar neste assunto, mas existem coisas que por mais que tentes nunca vais conseguir evitar que te afectem, e que por mais que lutes nunca consegues ficar em silêncio sobre elas.
Eu acredito que a distância nos tenha afastado, mas diz-me lá quantas vezes te fechei a porta ou te desliguei o telemóvel? Não aches que aquela que te sorri mais e te diz o que tu queres ouvir é quem gosta mais de ti. Não te enganes. Ela pode estar sempre sentada à tua beira, e pode até beber uns copos contigo e fumar uns cigarros na esplanada em dias de calor; mas até que ponto vais continuar a achar que ela é a pessoa perfeita e que tem razão em tudo? Às vezes pareces mesmo ingénua. Prefiro ficar calada a meter-me num assunto que devia começar a passar-me ao lado. Lembras-te da quantidade de lágrimas que eu te limpei? Não me critiquem por agora já não o fazer ... é que sabes? Histórias encantadas já chateiam, e os lenços de papel começaram a ficar caros.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Conselhos
«Não gosto de te ver com ele!»
Chegas a ser ridículo sabias? Achas mesmo que a tua opinião me importa? Vens-me com essa conversa de muito amiguinho, e depois enfias-me com essa treta de personalidades semelhantes em cima. Nunca ouvis-te dizer que os opostos se atraem? Pensavas o quê? Que nós também éramos almas gémeas? Interna-te. Nós tivemos uma história, muito feliz por sinal, mas que acabou. Não vejo a tua necessidade de criticares o meu presente, de achares que tens o direito de opinar sobre as minhas escolhas. Depois tens o azar de qualquer dia ouvir "ele faz-me feliz, sabias?". Mas não vou descer tão baixo. Afinal de contas tu achas-te que eu estaria sempre na tua mão, tal como um passarinho se subordina à gaiola da sua dona; mas afinal de contas ele não tem escolha até que lha abram; mas eu tive... E sabias que foste tu quem me ajudou a decidir? Ah pois. Sabias que depois de tantas lágrimas e de correr atrás de ti como cadela que não vive sem dono, eu desamarrei-me.
Não aches que já não gosto de ti, afinal de contas tenho um enorme carinho por ti, mas irrita-me a tua necessidade de crítica. Tu não gostas de me ver com ele, ele não tem nada a ver comigo, ele não me faz feliz? Quem és tu para me julgar?
Foste tu quem soltou a mão e me deixou voar, quem sabe se ainda hoje eu não continuaria a ser a andorinha que regressava todos os verões?
Encontra alguém, volta a viver, essa frustração toda não te fica nada bem...
Chegas a ser ridículo sabias? Achas mesmo que a tua opinião me importa? Vens-me com essa conversa de muito amiguinho, e depois enfias-me com essa treta de personalidades semelhantes em cima. Nunca ouvis-te dizer que os opostos se atraem? Pensavas o quê? Que nós também éramos almas gémeas? Interna-te. Nós tivemos uma história, muito feliz por sinal, mas que acabou. Não vejo a tua necessidade de criticares o meu presente, de achares que tens o direito de opinar sobre as minhas escolhas. Depois tens o azar de qualquer dia ouvir "ele faz-me feliz, sabias?". Mas não vou descer tão baixo. Afinal de contas tu achas-te que eu estaria sempre na tua mão, tal como um passarinho se subordina à gaiola da sua dona; mas afinal de contas ele não tem escolha até que lha abram; mas eu tive... E sabias que foste tu quem me ajudou a decidir? Ah pois. Sabias que depois de tantas lágrimas e de correr atrás de ti como cadela que não vive sem dono, eu desamarrei-me.
Não aches que já não gosto de ti, afinal de contas tenho um enorme carinho por ti, mas irrita-me a tua necessidade de crítica. Tu não gostas de me ver com ele, ele não tem nada a ver comigo, ele não me faz feliz? Quem és tu para me julgar?
Foste tu quem soltou a mão e me deixou voar, quem sabe se ainda hoje eu não continuaria a ser a andorinha que regressava todos os verões?
Encontra alguém, volta a viver, essa frustração toda não te fica nada bem...
segunda-feira, 18 de junho de 2012
♥
« Vai ser complicado, porém divertido. Vamos brigar por quase tudo, porque adoramos irritar um ao outro. Você vai querer ver um filme de terror e eu vou dizer que quero ver romance, só para contrariar, e quando você disser “tudo bem então”, eu vou dar uma gargalhada e cantarolar “brincadeirinha, bobo”. Você vai deixar a toalha molhada em cima da cama e quando eu ver, vou gritar seu nome. Quando você chegar no quarto, vou te dar um sermão, você vai rir e eu vou brincar de te bater com ela. A maior parte do guarda-roupa será minha, e se você discordar, te faço comprar um só pra mim, ou construir um closet, é, boa idéia. Vou inventar uma dieta radical, e você chegará do trabalho com uma caixa de bombom e um pote de sorvete, vou querer te matar, mas acabaremos os dois, sentados no sofá com uma colher na mão e com a boca lambuzada. Vamos brigar pelo lado direito da cama, e discutiremos sobre quem é melhor jogando vídeo game, sem sucesso, porque eu sei que eu nunca vou te superar. Você começará a me contar sobre as suas ex-namoradas e a elogiá-las pra caramba, e quando conseguir me tirar do sério, vai me pegar no colo e me jogar na cama, me enchendo de cócegas e dizendo que fico linda com ciúmes. Teremos pelo menos uns 3 filhos, que obviamente vão ser super mimados por você, o que causará mais discórdia ainda. Você e as crianças entrarão com os pés sujos de lama dentro de casa, me fazendo surtar e abrir um sorriso logo depois, ao ver uma flor na mão de cada um. No supermercado, você vai encher o carrinho de besteira, enquanto eu tento convencê-lo de levar coisas um pouco mais saudáveis. Vou fazer a sua comida favorita, mas não vou deixar que você diga que não gosta de algo sem nunca ter provado. Vamos brigar, dormir de costas um para o outro, e no meio da noite, vou sentir sua mão procurando a minha e vou te abraçar para nunca mais soltar. Seremos eu e você, pra sempre, independente de qualquer outra coisa. »
Diz lá que não era bonito? *
Diz lá que não era bonito? *
Wake up .
Não queria de todo intrometer-me numa história na qual não sou protagonista e sou apenas audiência, a espectadora que assiste de fora e bate palmas ou limpa lágrimas. Não me venham com histórias, vocês gostam um do outro. Isso está na cara, e por mais que tentem dizer a todo o mundo o quanto essa história já morreu p'ra vocês, ninguém vai acreditar. Vocês jurarão mais uma vez, com aquela cara de seriedade, que se desfaz por completo, quando se vêem um ao outro com outra pessoa.
Não me venham dizer (a mim), que não sentem saudades vossas; que não vale a pena lutar por algo que já se esgotou... Vale sempre. E por mais que tentem enganar-se, por mais que tentem insultar-se, por mais que achem que vocês nunca mais se cruzarão num beijo, que nunca mais serão um do outro (...) Esqueçam! Vocês irão sempre cruzar-se. Nem que seja em fotos, em objectos, em músicas, em memórias... Nem que seja no passeio de uma rua, afinal de contas, a rua é de todos.
Oh amiga, nunca ninguém disse que seria fácil, mas nunca suavizarás nada enquanto continuares de braços cruzados na cama, a olhar p'ras fotos que rasgas-te.
De quem gosta muito de ti :)
Não me venham dizer (a mim), que não sentem saudades vossas; que não vale a pena lutar por algo que já se esgotou... Vale sempre. E por mais que tentem enganar-se, por mais que tentem insultar-se, por mais que achem que vocês nunca mais se cruzarão num beijo, que nunca mais serão um do outro (...) Esqueçam! Vocês irão sempre cruzar-se. Nem que seja em fotos, em objectos, em músicas, em memórias... Nem que seja no passeio de uma rua, afinal de contas, a rua é de todos.
Oh amiga, nunca ninguém disse que seria fácil, mas nunca suavizarás nada enquanto continuares de braços cruzados na cama, a olhar p'ras fotos que rasgas-te.
De quem gosta muito de ti :)
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Se a raiva for solução.
Mas olha lá, podes responder-me a uma pergunta? Até quando é que isto vai continuar? É que sinceramente tantos planos falhados e tantas tampas já me começam a saturar um bocado. Eu vou ser-te sincera, neste preciso momento estou a repudiar-te. Achas bem?
Estamos longe, o que nos faz estar mais perto todos os dias são os telemóveis e as mensagens que vamos trocando, o facebook e aquelas fotos que às vezes vasculho no computador e te envia para perceber, através da tua reacção, se de facto também sentes saudades.
Pensa comigo, há três semanas (a última vez que nos vimos) juras-te que pelo menos uma semana depois irias ver-me, há duas semanas juras-te que virias na seguinte, no início desta semana juras-te vir no fim-se-semana... mas não cumpris-te! Mil e umas desculpas mais e tanto mais daquele blá bá blá que já enjoa. Olha, eu sei que tenho andado sem paciência, mas acerca disso não me culpes. Culpa-te a ti!! Culpa-te pela falta de atenção, pela ausência física e psicológica, pela distância da tua voz em chamadas, pela distância do teu interesse por me acompanhares. Tu sabes o que é fazer cento e um esforços por saberes que tens alguém de quem gostas longe e que lhe deves respeito; por isso "porta-te bem"... Sabes?! Eu acredito que saibas, afinal nunca nenhum Adão nem nenhuma Eva existiram sozinhos; e se de facto são necessárias duas pessoas para uma relação, suponho que também tu saibas do que falo.
Voltemos atrás; não foste... vim eu. E ironia do destino (ou não) trocas-te-me por outra coisa e descartas-te-me da mesma forma que eu descarto as testemunhas de Jeová. Não me estejas já a mandar àmerda baixinho, tu bem sabes que não foste correcto e que se fosse ao contrário também não irias gostar. Eu sei que tens os teus deveres, sei que é algo que te realiza enquanto pessoa, mas imaginas os quilómetros que fiz para te ver? Agora pensa, na quantidade de vezes que há incêndios nesta altura, e nas vezes que me podes ver. Não são as mesmas pois não? Eu sabia que íamos concordar neste aspecto.
Sabes que mais? Eu podia berrar, podia mandar-te pó c** e dizer-te que me estou bem nas tintas pra ti, o que é certo é que embora eu diga tudo isto e mais alguma coisa, eu não o sinto. Nem nos momentos em que mais me enervas.
"Alguma vez gostas-te de mim?" Não vires o jogo a teu favor. Eu esqueço a distância para continuar contigo e não, não gosto de ti... Sabes? É que virou moda namorar por internet. Às vezes não sei se sou eu que sou arrogante demais, se és tu que tens excesso de burrice. Desculpa lá se me apetecia estar com a pessoa que escolhi para chamar de «namorado», desculpa. Deve ter sido erro meu então moço.
Olha, não é raiva, não é tristeza; é cansaço.
Quando tiveres tempo, pára um pouco e pensa, "quem muito se ausenta, uma hora deixa de fazer falta." ; vê lá se qualquer dia não és bombeiro a tempo inteiro, e se à profissão não lhe juntas um novo estado civil : S-O-L-T-E-I-R-O .
Um beijinho, em chamas.
Estamos longe, o que nos faz estar mais perto todos os dias são os telemóveis e as mensagens que vamos trocando, o facebook e aquelas fotos que às vezes vasculho no computador e te envia para perceber, através da tua reacção, se de facto também sentes saudades.
Pensa comigo, há três semanas (a última vez que nos vimos) juras-te que pelo menos uma semana depois irias ver-me, há duas semanas juras-te que virias na seguinte, no início desta semana juras-te vir no fim-se-semana... mas não cumpris-te! Mil e umas desculpas mais e tanto mais daquele blá bá blá que já enjoa. Olha, eu sei que tenho andado sem paciência, mas acerca disso não me culpes. Culpa-te a ti!! Culpa-te pela falta de atenção, pela ausência física e psicológica, pela distância da tua voz em chamadas, pela distância do teu interesse por me acompanhares. Tu sabes o que é fazer cento e um esforços por saberes que tens alguém de quem gostas longe e que lhe deves respeito; por isso "porta-te bem"... Sabes?! Eu acredito que saibas, afinal nunca nenhum Adão nem nenhuma Eva existiram sozinhos; e se de facto são necessárias duas pessoas para uma relação, suponho que também tu saibas do que falo.
Voltemos atrás; não foste... vim eu. E ironia do destino (ou não) trocas-te-me por outra coisa e descartas-te-me da mesma forma que eu descarto as testemunhas de Jeová. Não me estejas já a mandar à
Sabes que mais? Eu podia berrar, podia mandar-te pó c** e dizer-te que me estou bem nas tintas pra ti, o que é certo é que embora eu diga tudo isto e mais alguma coisa, eu não o sinto. Nem nos momentos em que mais me enervas.
"Alguma vez gostas-te de mim?" Não vires o jogo a teu favor. Eu esqueço a distância para continuar contigo e não, não gosto de ti... Sabes? É que virou moda namorar por internet. Às vezes não sei se sou eu que sou arrogante demais, se és tu que tens excesso de burrice. Desculpa lá se me apetecia estar com a pessoa que escolhi para chamar de «namorado», desculpa. Deve ter sido erro meu então moço.
Olha, não é raiva, não é tristeza; é cansaço.
Quando tiveres tempo, pára um pouco e pensa, "quem muito se ausenta, uma hora deixa de fazer falta." ; vê lá se qualquer dia não és bombeiro a tempo inteiro, e se à profissão não lhe juntas um novo estado civil : S-O-L-T-E-I-R-O .
Um beijinho, em chamas.

quarta-feira, 30 de maio de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
Fotografia
Facebook! O terrível "brinquedo" que veio substituir os meus livros mesmo quando mais preciso de estudar. Entrei na minha conta, vi em primeiro lugar as páginas que consulto rigorosamente cada vez que faço login; automaticamente cliquei no teu nome... a mesma foto de perfil de há meses, poucas notificações, algo novo: uma nova foto da noite passada onde tinhas sido identificado. Igual a tantas outras. Os amigos de sempre, aqueles que já conheci quando era parte da tua vida.
Estás igual! Um pouco mais rechonchudo. A barriga da cerveja já se começa a notar (quantas vezes te avisei?), cabelinho cortado daquela forma que sabias que eu gostava, um tom de pele mais moreno que o teu habitual... é normal! Ficas sempre assim com os primeiros raios de sol da primavera. Como é que ainda não apanhas-te um escaldão? É matemático nessa pele tom lixívia. Analisei a foto um pouco mais, nada diferia do habitual, mesmo não te vendo há meses. Continuas a fazer "aquelas covinhas" quando sorris.
Tinha muito para te contar. As frequências, o mundo da universidade, as festas, as pessoas novas que conheci, o quanto gosto desta cidade e como ela me elimina a celulite diariamente com tantos "sobes e desces". Bem sei que prometemos uma amizade consistente depois do "acabou", mas achas mesmo que estamos a conseguir? É certo, ambos escolhemos caminhos diferentes, caminhos que não se cruzam, dos quais não fazemos parte os dois. Eu estou feliz e consegui aprender a gostar de mim outra vez, de mim e de mais alguém. Mas tu não imaginas a quantidade de coisas que temos por esclarecer, e sinceramente não consigo perceber se de facto me esqueces-te, ou se continuas a ver as minhas fotografias e os meus presentes sempre que sentes saudades. Consegues responder-me? Consigo perceber que estás magoado sempre que tento falar contigo, mas juro que não percebo o motivo! Eu fiz tudo por nós, bem sabes, e tu fechas-te-me a janela quando aquilo que eu mais queria era saltá-la contigo para sempre. Mas como se costuma dizer tudo tem um fim, e nós tivemos o nosso. Não consigo perceber sequer o motivo pelo qual escrevo estas linhas, talvez porque ao ver a tua última foto me tenham dado algumas saudades. Saudades de um bom café a dois, com uma conversa sem discussões em que o assunto não seja "nós", esse nós que já nem existe, e que tu bem sabes porquê. Não te censuro, afinal se estamos separados não foste só tu a falhar, e eu encontrei muitas coisas boas depois de ti, que me fazem muito feliz e me conseguem mostrar o quanto eu ainda consigo ter a capacidade de fazer alguém feliz.
Já viste em que altura estamos? Cerejas! Lembras-te como eu adoro e implorava sempre que me trouxesses? Ainda hoje me lembrei disso. É verdade, às vezes lembras-te de cada pormenor que tu nem sabes como é que tiveste necessidade de o guardar, mas é... acabas sempre por te lembrar, um dia mais tarde...
Estás igual! Um pouco mais rechonchudo. A barriga da cerveja já se começa a notar (quantas vezes te avisei?), cabelinho cortado daquela forma que sabias que eu gostava, um tom de pele mais moreno que o teu habitual... é normal! Ficas sempre assim com os primeiros raios de sol da primavera. Como é que ainda não apanhas-te um escaldão? É matemático nessa pele tom lixívia. Analisei a foto um pouco mais, nada diferia do habitual, mesmo não te vendo há meses. Continuas a fazer "aquelas covinhas" quando sorris.
Tinha muito para te contar. As frequências, o mundo da universidade, as festas, as pessoas novas que conheci, o quanto gosto desta cidade e como ela me elimina a celulite diariamente com tantos "sobes e desces". Bem sei que prometemos uma amizade consistente depois do "acabou", mas achas mesmo que estamos a conseguir? É certo, ambos escolhemos caminhos diferentes, caminhos que não se cruzam, dos quais não fazemos parte os dois. Eu estou feliz e consegui aprender a gostar de mim outra vez, de mim e de mais alguém. Mas tu não imaginas a quantidade de coisas que temos por esclarecer, e sinceramente não consigo perceber se de facto me esqueces-te, ou se continuas a ver as minhas fotografias e os meus presentes sempre que sentes saudades. Consegues responder-me? Consigo perceber que estás magoado sempre que tento falar contigo, mas juro que não percebo o motivo! Eu fiz tudo por nós, bem sabes, e tu fechas-te-me a janela quando aquilo que eu mais queria era saltá-la contigo para sempre. Mas como se costuma dizer tudo tem um fim, e nós tivemos o nosso. Não consigo perceber sequer o motivo pelo qual escrevo estas linhas, talvez porque ao ver a tua última foto me tenham dado algumas saudades. Saudades de um bom café a dois, com uma conversa sem discussões em que o assunto não seja "nós", esse nós que já nem existe, e que tu bem sabes porquê. Não te censuro, afinal se estamos separados não foste só tu a falhar, e eu encontrei muitas coisas boas depois de ti, que me fazem muito feliz e me conseguem mostrar o quanto eu ainda consigo ter a capacidade de fazer alguém feliz.
Já viste em que altura estamos? Cerejas! Lembras-te como eu adoro e implorava sempre que me trouxesses? Ainda hoje me lembrei disso. É verdade, às vezes lembras-te de cada pormenor que tu nem sabes como é que tiveste necessidade de o guardar, mas é... acabas sempre por te lembrar, um dia mais tarde...
Hoje é um daqueles dias em que talvez eu sinta saudades de toda a gente e como tu és sem dúvida a pessoa mais improvável a quem eu possa vir a dizê-lo, decidi escrevê-lo. Talvez seja bom eu sentir saudades, afinal não se tem saudades das coisas más, e apesar de tudo, fomos nós quem escolhemos viver vidas separadas, afinal... foste tu quem deixou de me trazer cerejas *
Da Sempre ,
Rii .
*
8:15h, o despertador tocava como se não existisse um botão para o fazer calar. Ganhei coragem, ainda com os olhos semi-cerrados e levantei a persiana. Estava um sol brilhante e parecia não existir sequer ventania. Wc era a etapa seguinte, a melhor de todas as formas para eu conseguir acordar!
E pensei em ti logo de manhã... Imaginei se hoje estarias melhor, se não existiam dores e se estás a fazer tudo o que o médico te aconselhou. Queria saber se sentes a minha falta, se estás com medo de alguma coisa; queria poder estar aí perto de ti, nem que fosse pra te dar um beijo, olhar pra esses olhos azuis e dizer-te "não tenhas medo, vai correr tudo bem"... mas não estou! E não imaginas o que isso me custa. Sei que apesar de tudo isso sabes que estou perto, embora longe. Desejava conseguir dizer-te tudo o que precisas de fazer em cada chamada, mas às vezes parece impossível, e sabes porquê? Tu és de facto impressionante! "Precisas de comer, faz tudo direitinho" e tu só sabes dizer "come tu também, trata essa constipação!". Como é que consegues? Nem me deixas preocupar contigo, se for preciso ainda te ris da situação. Mas eu noto na tua voz, na forma como ela tem estado em baixo estes últimos dias e naquela tua maneira característica de enfrentares isto sozinho e de não quereres que ninguém se preocupe, porque afinal de contas tu dizes sempre o mesmo "está tudo bem!"
Precisava de ter a certeza que sentes a força que te tento transmitir daqui, embora não queira sequer que imagines o quanto tenho chorado todos os dias, o quanto me tens feito falta, o quanto tenho pensado se de facto te dei até hoje tudo que pude, se alguma vez sentis-te que te agradeci tudo que já fizeste por mim.
Mal possa estou aí, para te abraçar e tu refilares como sempre "bem bem bem" , e vou abraçar-te com muita força, só pra que sintas por momentos a força do meu amor por ti e o quanto te admiro. É só mais uma etapa que eu sei que tu vais superar.
Obrigada, és sem dúvida o melhor Pai do Mundo ♥
Obrigada, és sem dúvida o melhor Pai do Mundo ♥
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Indiferente
Tu vais achar sempre que sabes tudo, e por mais que eu tente, isso não vai mudar .Disseste-me "vou começar amanhã" ... explodi! Falávamos às tantas da manhã como fazemos todas as noites, não porque haja muito para contar, mas talvez porque seja uma maneira de matar as saudades; comecei por tentar assimilar o que me tinhas dito... não consegui!! Dei duas voltas na cama, sem te responder. Levantei-me da cama e fui à varanda fumar um cigarro, talvez me conseguisse acalmar para te dar uma resposta que não fosse o acto imediato de te desligar o telemóvel na cara. "O quê? Não podes fazer isso." E tu ignoras-te, essa e todas as inésimas vezes seguidas que tentei mostrar-te que estavas errado. Senti na verdade que não estava a conseguir passar a minha mensagem da melhor forma, e voltei pra cama. Teclámos no mesmo assunto as horas que se seguiram... E devo dizer-te , senti-me de facto frustrada. Porque mais uma vez não me estava a fazer ouvir e irritava-me tanto o facto de não conseguires mudar esse teu ponto de vista. Apenas disseste "estou decidido, vamos mudar de assunto."Tentei, falei, mas não consegui esquecer. Com a cabeça a mil pensei "vou dormir'" , e fui. Só um "até amanhã" , desculpa!... Não consegui mandar-te sequer um beijo. E desliguei.Talvez amanhã estejas diferente, e eu consiga, um pouco mais, fazer parte da tua vida.
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