Dei por mim em frente a uma página em branco, mais uma vez. Apetecia-me insultar-te como nunca e dizer-te que és das piores merdas que conheci. Erro meu. Seria demasiada a importância que estaria a dar-te, certo? Então achei achei por bem cruzar os braços e ficar na última fila a ver o jogo decorrer. Nunca gostei de primeiras filas, as câmaras apanham sempre a nossa pior parte e as nossas figuras mais ridículas. Tentei acompanhar todo o jogo e todos os mais pequenos pormenores , mas não consegui. Enjoei no teu primeiro lance: aquele de te achares o mais garanhão da zona. Pensei que vomitava, fiquei mesmo mal disposta sabias? Foi aí que me apercebi o quanto estava iludida com uma pessoa que não conhecia. Não te conheço, nunca te conheci. Vidrei-me numa personalidade na qual fui em quem tentou limar as arestas. Erro meu, mais uma vez. Sabes porquê? Tentei fazer de ti aquilo que me fazia feliz, tentei mostrar-te o que deverias fazer, o que deverias ser. E tu afinal de contas não passavas de um mero júnior que nem tinha tempo de ir aos treinos. Desisti, e cansei-me. Futebol nunca foi o meu forte e crianças também não. Não tentes encontrar-te nas entrelinhas deste texto... não estás cá, nem aqui, nem ali, nem nas paredes do quarto, nem sequer numa única foto. LIXO, é aí que estão essas memórias, é aí que tu estás e continuarás até que me passe a azia daquele jogo onde o culpado nunca foi o árbitro, mas sim eu, o espectador que esperou demais de um simples "jogador".
Aplica-te em crescer, afinal com esta crise toda qualquer dia ficas sem infantários.
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