terça-feira, 29 de maio de 2012

Fotografia

Facebook! O terrível "brinquedo" que veio substituir os meus livros mesmo quando mais preciso de estudar. Entrei na minha conta, vi em primeiro lugar as páginas que consulto rigorosamente cada vez que faço login; automaticamente cliquei no teu nome... a mesma foto de perfil de há meses, poucas notificações, algo novo: uma nova foto da noite passada onde tinhas sido identificado. Igual a tantas outras. Os amigos de sempre, aqueles que já conheci quando era parte da tua vida.
Estás igual! Um pouco mais rechonchudo. A barriga da cerveja já se começa a notar (quantas vezes te avisei?), cabelinho cortado daquela forma que sabias que eu gostava, um tom de pele mais moreno que o teu habitual... é normal! Ficas sempre assim com os primeiros raios de sol da primavera. Como é que ainda não apanhas-te um escaldão? É matemático nessa pele tom lixívia. Analisei a foto um pouco mais, nada diferia do habitual, mesmo não te vendo há meses. Continuas a fazer "aquelas covinhas" quando sorris.
Tinha muito para te contar. As frequências, o mundo da universidade, as festas, as pessoas novas que conheci, o quanto gosto desta cidade e como ela me elimina a celulite diariamente com tantos "sobes e desces". Bem sei que prometemos uma amizade consistente depois do "acabou", mas achas mesmo que estamos a conseguir? É certo, ambos escolhemos caminhos diferentes, caminhos que não se cruzam, dos quais não fazemos parte os dois. Eu estou feliz e consegui aprender a gostar de mim outra vez, de mim e de mais alguém. Mas tu não imaginas a quantidade de coisas que temos por esclarecer, e sinceramente não consigo perceber se de facto me esqueces-te, ou se continuas a ver as minhas fotografias e os meus presentes sempre que sentes saudades. Consegues responder-me? Consigo perceber que estás magoado sempre que tento falar contigo, mas juro que não percebo o motivo! Eu fiz tudo por nós, bem sabes, e tu fechas-te-me a janela quando aquilo que eu mais queria era saltá-la contigo para sempre. Mas como se costuma dizer tudo tem um fim, e nós tivemos o nosso. Não consigo perceber sequer o motivo pelo qual escrevo estas linhas, talvez porque ao ver a tua última foto me tenham dado algumas saudades. Saudades de um bom café a dois, com uma conversa sem discussões em que o assunto não seja "nós", esse nós que já nem existe, e que tu bem sabes porquê. Não te censuro, afinal se estamos separados não foste só tu a falhar, e eu encontrei muitas coisas boas depois de ti, que me fazem muito feliz e me conseguem mostrar o quanto eu ainda consigo ter a capacidade de fazer alguém feliz.
Já viste em que altura estamos? Cerejas! Lembras-te como eu adoro e implorava sempre que me trouxesses? Ainda hoje me lembrei disso. É verdade, às vezes lembras-te de cada pormenor que tu nem sabes como é que tiveste necessidade de o guardar, mas é... acabas sempre por te lembrar, um dia mais tarde...
Hoje é um daqueles dias em que talvez eu sinta saudades de toda a gente e como tu és sem dúvida a pessoa mais improvável a quem eu possa vir a dizê-lo, decidi escrevê-lo. Talvez seja bom eu sentir saudades, afinal não se tem saudades das coisas más, e apesar de tudo, fomos nós quem escolhemos viver vidas separadas, afinal... foste tu quem deixou de me trazer cerejas *

Da Sempre ,
                    Rii .

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