Meu
amor, tu sabes como sou observadora, poderia ser inspectora da PJ, sabias? Mas
isso é pouco demais para mim, prefiro continuar à caça de meninos babados que
adoram saltar para cima de tudo aquilo que possa ter algo que os console.
CREDO, irritas-me, miúdo. Começo a ficar com medo daquilo que me tenho vindo a
tornar, ou talvez deva ficar orgulhosa. Lembras-te daquela rapariga que
conheces-te no início do namoro que chorava desesperadamente por ver uma
formiga morta? Hoje quem morreu foi essa menina, e queria dizer-te na cara, a
sorrir, sabes quantas vezes chorei dessa forma desde que mandas-te essas
promessas todas pró c** ? UMA má love, UMA … Tem calma, não te assustes. Bem
sei que pode parecer estranho, mas olha, meninas tornam-se mulheres, provam
outros beijos e conhecem outros cheiros. Talvez já esteja na altura de eu
procurar pela existência dessas mesmíssimas coisas. Porque tudo acaba e todas
essas promessas, há-de haver um dia em que me vou rir e dizer “a sério que
algum dia pude acreditar que era verdade?”. E nessa altura vou tirar um peso de
cima de mim, aquela da pobre coitada que ainda acha que se deve culpabilizar
pelo facto do príncipe a ter deixado. Príncipe uma ova!! Não há príncipes. Até
gosto mais do Shrek que do Ken, caras feias fazem rir, músculos só servem para
arrastar armários. E para isso, não preciso de ti!
Confesso, continuo a lembrar-me de ti à noite, de manhã, bêbeda, em sonhos, em expressões. Mas tu lembra-te de uma coisa: foste tu quem abandonou o castelo, e hoje em dia já ninguém anda de cavalo, só de autocarro… E esse… esse é caro e eu sou uma princesa pobre.
Confesso, continuo a lembrar-me de ti à noite, de manhã, bêbeda, em sonhos, em expressões. Mas tu lembra-te de uma coisa: foste tu quem abandonou o castelo, e hoje em dia já ninguém anda de cavalo, só de autocarro… E esse… esse é caro e eu sou uma princesa pobre.
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