Às vezes o mundo inteiro desaba. Ou talvez não, talvez sejas só tu. Tu e o teu mundo. Não acredites em finais felizes nem muito menos em pessoas que vivem a felicidade suprema até ao fim; não existem. São como aquela garrafa de vinho que tu compras e pensas ''vou guardar para uma ocasião especial'', e nunca guardas. Acabas sempre a bebê-la naquela noite, entupida em fumo de cigarros, com vontade de cortar os pulsos e de bater a toda a gente. Não vale a pena, essa gente não tem culpa do desabamento do teu mundo. Até a voz das pessoas te irritam não é? E o mais incrível, não é TPM... E depois de te tentares acalmar chegas a uma altura em que a fase do ''TOU-ME A CAGAR'' permanece em ficar. Que se lixe! É assim que deve ser, afinal de contas se não te iludires, nunca sairás desiludida. Tens que tentar viver um dia de cada vez, e se for um dia para dizer ''eu amo-te muito'', se for dia de dizer ''vai pó caralho'', tu dizes, com todo o gosto. Sabes porquê? Porque nem todos os dias são flores, mas quando as banalizamos demais, elas acabam por secar. DESCULPA, juro que não quis ser bruta. Mas um dia isso acontece.
Não gosto de ser fria, às vezes mostro um bocado da minha feminilidade, mas depois aborreço-me, porque caras bonitas nunca atraem ninguém.
Cuida de mim, ou de outra, enquanto eu trato de viver a minha segunda feira, e todos os dias da semana, embebida em álcool, em tabaco, extasiada pelas saudades. Mas tem sempre em atenção: quem muito se ausenta, deixa de fazer falta. E não me apetece nada um dia ouvir-te lamentar por alguém que te disse "desta fez perdeste-a mesmo, meu puto".
Gosto muito de ti .
Until the morning comes *
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Futebol
Dei por mim em frente a uma página em branco, mais uma vez. Apetecia-me insultar-te como nunca e dizer-te que és das piores merdas que conheci. Erro meu. Seria demasiada a importância que estaria a dar-te, certo? Então achei achei por bem cruzar os braços e ficar na última fila a ver o jogo decorrer. Nunca gostei de primeiras filas, as câmaras apanham sempre a nossa pior parte e as nossas figuras mais ridículas. Tentei acompanhar todo o jogo e todos os mais pequenos pormenores , mas não consegui. Enjoei no teu primeiro lance: aquele de te achares o mais garanhão da zona. Pensei que vomitava, fiquei mesmo mal disposta sabias? Foi aí que me apercebi o quanto estava iludida com uma pessoa que não conhecia. Não te conheço, nunca te conheci. Vidrei-me numa personalidade na qual fui em quem tentou limar as arestas. Erro meu, mais uma vez. Sabes porquê? Tentei fazer de ti aquilo que me fazia feliz, tentei mostrar-te o que deverias fazer, o que deverias ser. E tu afinal de contas não passavas de um mero júnior que nem tinha tempo de ir aos treinos. Desisti, e cansei-me. Futebol nunca foi o meu forte e crianças também não. Não tentes encontrar-te nas entrelinhas deste texto... não estás cá, nem aqui, nem ali, nem nas paredes do quarto, nem sequer numa única foto. LIXO, é aí que estão essas memórias, é aí que tu estás e continuarás até que me passe a azia daquele jogo onde o culpado nunca foi o árbitro, mas sim eu, o espectador que esperou demais de um simples "jogador".
Aplica-te em crescer, afinal com esta crise toda qualquer dia ficas sem infantários.
Aplica-te em crescer, afinal com esta crise toda qualquer dia ficas sem infantários.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Mudanças
Foi bom, nunca ninguém poderá dizer o contrário. Foi óptimo. Existem sensações que vou guardar sempre e as quais certamente não conseguirei repetir ou sentir com mais ninguém. Eu conhecia-te, tu conhecias-me... ou talvez não! Afinal demoramos uma vida inteira para nos conhecermos a nós mesmo, assim sendo, como poderemos conhecer alguém na totalidade? Filosofias... Saberia sempre como pôr-te um sorriso na cara, saberia cozinhar o teu prato favorito e se fosse preciso dedicar-me-ia aos doces só porque adoravas algum em especial. Tenho a certeza que conseguiria sempre descobrir uma das tuas músicas preferias ou um dos filmes que te faziam colar ao ecrã. É, há hábitos que não se perdem... E tu saberias qual o meu animal favorito e desviar-me-ias a cara para me mostrar um qualquer exemplar que passasse na rua. Porque talvez nos tenhamos conhecido de uma forma que mais ninguém nos conhece. Mas talvez o conhecimento não seja tudo e a forma como lidávamos um com outro não seria provavelmente a mais certa.
Hoje tu foste. Vou sempre lembrar-me do último beijo e do que me disseste antes de bater com a porta do meu quarto de mochila às costas. Chorava, como de todas as vezes que te via ir, mas sabendo que voltarias. Desta vez não voltas-te, e as pipocas continuam no mesmo sítio, para ver os filmes que prometemos ver juntos.
Desculpa, o teu ''adeus'' não foi o melhor do mundo, por isso não se estranhes se algum dia eu mudar de passeio para não ter que te cumprimentar, nem te assustes se o meu estilo mudar. A vida é feita disso mesmo : mudanças!
Não duvides ainda que quando ouvires o meu nome te vais lembrar de mim, nem estranhes quando alguém te contar que substituí as tuas fotos por outras... mudanças!
Ensinaste-me a gostar de gatos e eu pus-te a ver filmes românticos... queres melhor? Mas agora está na altura de mudar o jardim zoológico, de trocar as pipocas de sítio, de guardar fotos e pertences em baixo da cama para não ter que me cruzar todos os dias com as mesmas lembranças. Poderia pedir-te para não te esqueceres de mim, mas não vale a pena. Porque há cheiros que não se confundem, nem hábitos, nem SORRISOS. E o meu tu conheces de cor.
Quando um dia passar à tua porta, deixa-me entrar, há coisas que gostava de rever, e que tu saberás certamente quais são; mas não me deixes abrir a porta do teu quarto, todas aquelas paredes guardam memórias de um filme que na altura será bastante antigo.
Por agora só te peço uma coisa, que sejas feliz, assim como eras quando estávamos juntos. E espero que nunca te arrependas da tua incapacidade de me voltar a amar e de me conseguir manter por perto... Nesse dia eu estarei longe! Quem sabe, no Dubai... Sem ti!
Abraço!
P.s. - Morangos com chocolate continuam a ser os meus preferidos!... E quem sabe um dia, aprenda a gostar de Licor Beirão.
Hoje tu foste. Vou sempre lembrar-me do último beijo e do que me disseste antes de bater com a porta do meu quarto de mochila às costas. Chorava, como de todas as vezes que te via ir, mas sabendo que voltarias. Desta vez não voltas-te, e as pipocas continuam no mesmo sítio, para ver os filmes que prometemos ver juntos.
Desculpa, o teu ''adeus'' não foi o melhor do mundo, por isso não se estranhes se algum dia eu mudar de passeio para não ter que te cumprimentar, nem te assustes se o meu estilo mudar. A vida é feita disso mesmo : mudanças!
Não duvides ainda que quando ouvires o meu nome te vais lembrar de mim, nem estranhes quando alguém te contar que substituí as tuas fotos por outras... mudanças!
Ensinaste-me a gostar de gatos e eu pus-te a ver filmes românticos... queres melhor? Mas agora está na altura de mudar o jardim zoológico, de trocar as pipocas de sítio, de guardar fotos e pertences em baixo da cama para não ter que me cruzar todos os dias com as mesmas lembranças. Poderia pedir-te para não te esqueceres de mim, mas não vale a pena. Porque há cheiros que não se confundem, nem hábitos, nem SORRISOS. E o meu tu conheces de cor.
Quando um dia passar à tua porta, deixa-me entrar, há coisas que gostava de rever, e que tu saberás certamente quais são; mas não me deixes abrir a porta do teu quarto, todas aquelas paredes guardam memórias de um filme que na altura será bastante antigo.
Por agora só te peço uma coisa, que sejas feliz, assim como eras quando estávamos juntos. E espero que nunca te arrependas da tua incapacidade de me voltar a amar e de me conseguir manter por perto... Nesse dia eu estarei longe! Quem sabe, no Dubai... Sem ti!
Abraço!
P.s. - Morangos com chocolate continuam a ser os meus preferidos!... E quem sabe um dia, aprenda a gostar de Licor Beirão.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Retoricamente falando
Lembro-me
como se fosse hoje. Lembro-me do teu sorriso, de como os teus olhos brilhavam e
o teu coração quase saía pela boca. Permanecíamos deitados naquela cama há umas
longas horas. Entre guerras de almofadas, bolachas caídas pelo tapete (reféns
de quando a fome parecia dar sinais de vida), beijinhos, abraços … Aquelas
coisas que hoje me dão náuseas só de pensar. Tudo muda, e desta vez não foi
diferente. Lembras-te das promessas que fizeste naquela longa tarde antes de
irmos à praia? “Nunca te vou deixar” , “Vou sempre proteger-te”, “Não vejo mais
ninguém” … Eras cego era? É que de um momento pro outro começas-te a ver bem
demais, tudo que mexe tu estás lá batido. Fácil, bastante até.
Meu
amor, tu sabes como sou observadora, poderia ser inspectora da PJ, sabias? Mas
isso é pouco demais para mim, prefiro continuar à caça de meninos babados que
adoram saltar para cima de tudo aquilo que possa ter algo que os console.
CREDO, irritas-me, miúdo. Começo a ficar com medo daquilo que me tenho vindo a
tornar, ou talvez deva ficar orgulhosa. Lembras-te daquela rapariga que
conheces-te no início do namoro que chorava desesperadamente por ver uma
formiga morta? Hoje quem morreu foi essa menina, e queria dizer-te na cara, a
sorrir, sabes quantas vezes chorei dessa forma desde que mandas-te essas
promessas todas pró c** ? UMA má love, UMA … Tem calma, não te assustes. Bem
sei que pode parecer estranho, mas olha, meninas tornam-se mulheres, provam
outros beijos e conhecem outros cheiros. Talvez já esteja na altura de eu
procurar pela existência dessas mesmíssimas coisas. Porque tudo acaba e todas
essas promessas, há-de haver um dia em que me vou rir e dizer “a sério que
algum dia pude acreditar que era verdade?”. E nessa altura vou tirar um peso de
cima de mim, aquela da pobre coitada que ainda acha que se deve culpabilizar
pelo facto do príncipe a ter deixado. Príncipe uma ova!! Não há príncipes. Até
gosto mais do Shrek que do Ken, caras feias fazem rir, músculos só servem para
arrastar armários. E para isso, não preciso de ti!
Confesso, continuo a lembrar-me de ti à noite, de manhã, bêbeda, em sonhos, em expressões. Mas tu lembra-te de uma coisa: foste tu quem abandonou o castelo, e hoje em dia já ninguém anda de cavalo, só de autocarro… E esse… esse é caro e eu sou uma princesa pobre.
Confesso, continuo a lembrar-me de ti à noite, de manhã, bêbeda, em sonhos, em expressões. Mas tu lembra-te de uma coisa: foste tu quem abandonou o castelo, e hoje em dia já ninguém anda de cavalo, só de autocarro… E esse… esse é caro e eu sou uma princesa pobre.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Don't Cry
Era meia noite no relógio de parede da sala e eu continuava com o mesmo pijama há semanas, o cabelo parecia pasta e as lentes dos meus óculos pareciam trazer a névoa de décadas. Depois de uns chocolates, umas gomas e uns cigarros, desliguei a televisão e corri para o quarto. Abri o roupeiro que estava fechado com aquela roupa que eu tinha decido "tão cedo não visto"; escolhi uma bela saia apertadinha como sempre gostei, um estrondoso top cai-cai e uns saltos deslumbrantes. Corri para o banho e usei o melhor gel. Depois de vestida e bem maquilhada saí de casa e liguei para a L. , sabia que ela nunca me deixaria numa aventura destas sozinha e além do mais todos os dias tentava arrancar-me de casa.
Passei a buscá-la e finalmente consegui divertir-me, corremos todos os bares do Bairro Alto, experimentámos de tudo e finalmente o meu rímel permaneceu durante longas horas sem o conseguir borratar.
Quando cheguei a casa dei por mim sentada na varanda, com os saltos ao lado, um martini branco e um cigarro que desfrutava intensamente, pensando "Está na altura de seguires, nem sempre amor é sinal de ficar junto, e realmente o Until Forever nem existe" .
Fechei a preciana e fui dormir de sorriso nos lábios, afinal aos poucos vais ficar como a coca-cola : ZERO!
Passei a buscá-la e finalmente consegui divertir-me, corremos todos os bares do Bairro Alto, experimentámos de tudo e finalmente o meu rímel permaneceu durante longas horas sem o conseguir borratar.
Quando cheguei a casa dei por mim sentada na varanda, com os saltos ao lado, um martini branco e um cigarro que desfrutava intensamente, pensando "Está na altura de seguires, nem sempre amor é sinal de ficar junto, e realmente o Until Forever nem existe" .Fechei a preciana e fui dormir de sorriso nos lábios, afinal aos poucos vais ficar como a coca-cola : ZERO!
sábado, 4 de agosto de 2012
Pôr de Sol
Ali estava ela. Sentada na varanda, olhando o mesmo pôr-do-sol de todos os dias. Enquanto fumava o seu cigarro pensava como seria possível existirem mudanças tão repentinas na vida de alguém. Sabia bem o quanto a vida já lhe tinha pregado partidas, e em como algumas cicatrizes ainda se notavam em noites de lua cheia. Então ela já não sabia o que queria, pois tudo havia sido trocado. O vaso de tulipas não estava já na mesa da cozinha, nem tão pouco a televisão continuava no mesmo sítio; melhor ... o peluche já não tinha o seu lugar marcado na cama dela, assim como ELE deixara de ter nos «recentemente utilizados» do seu telemóvel.
Às vezes achava que seria apenas uma passagem, como aquelas chuvas torrenciais em pleno mês de Agosto que vão e vêm; mas não... começara a habituar-se à ausência. Já não esperava palavras bonitas, desejava atitudes concretas. Hoje ela começa a mentalizar-se de como tudo mais tarde ou mais cedo acabará, tal como um cigarro se apaga, ou um pôr-do-sol se finda todos os dias, no mesmo horizonte... Depois? Depois ela sorrirá, e saberá que lágrimas só merece a morte, e que tudo o resto a endurecerá. Pois sempre foi assim, risonha!!
Às vezes achava que seria apenas uma passagem, como aquelas chuvas torrenciais em pleno mês de Agosto que vão e vêm; mas não... começara a habituar-se à ausência. Já não esperava palavras bonitas, desejava atitudes concretas. Hoje ela começa a mentalizar-se de como tudo mais tarde ou mais cedo acabará, tal como um cigarro se apaga, ou um pôr-do-sol se finda todos os dias, no mesmo horizonte... Depois? Depois ela sorrirá, e saberá que lágrimas só merece a morte, e que tudo o resto a endurecerá. Pois sempre foi assim, risonha!!
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Do verbo "gostar"
Por mais que digas que não gostas de ninguém, terás sempre alguém no teu pensamento. Alguém que por qualquer razão um dia te magoou e por isso saiu do teu dia-a-dia, alguém que tu vês de longe e sentes de perto, alguém que no presente, continuas a chorar a mágoa do passado.
É assim a vida, a inevitabilidade dos sentimentos. Não te julgues nem te corroas, todo o mundo sente saudades, e nem todas se podem apagar com uma borracha.
Se te magoou, vais sempre reforçar para toda a gente a ideia de que «já o esqueci» ... ERRADO, my dear ; talvez até o ames mais. Quem sabe continues a sentir saudades de saber onde anda, se continua a fumar a mesma marca de tabaco ou a gostar de beber café com gelo. Mas não te culpes, nem dês parte fraca. Olha-te ao espelho, és bela e por enquanto, ainda não és adormecida.
Será sempre isto, alguém gosta sempre de alguém, como a Minnie gosta do Mickey, o Sherek da Fiona, e a Bela do Monstro ... Like a Disney Story!
É assim a vida, a inevitabilidade dos sentimentos. Não te julgues nem te corroas, todo o mundo sente saudades, e nem todas se podem apagar com uma borracha.
Se te magoou, vais sempre reforçar para toda a gente a ideia de que «já o esqueci» ... ERRADO, my dear ; talvez até o ames mais. Quem sabe continues a sentir saudades de saber onde anda, se continua a fumar a mesma marca de tabaco ou a gostar de beber café com gelo. Mas não te culpes, nem dês parte fraca. Olha-te ao espelho, és bela e por enquanto, ainda não és adormecida.
Será sempre isto, alguém gosta sempre de alguém, como a Minnie gosta do Mickey, o Sherek da Fiona, e a Bela do Monstro ... Like a Disney Story!
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