quarta-feira, 25 de julho de 2012

Do verbo "gostar"

Por mais que digas que não gostas de ninguém, terás sempre alguém no teu pensamento. Alguém que por qualquer razão um dia te magoou e por isso saiu do teu dia-a-dia, alguém que tu vês de longe e sentes de perto, alguém que no presente, continuas a chorar a mágoa do passado.
É assim a vida, a inevitabilidade dos sentimentos. Não te julgues nem te corroas, todo o mundo sente saudades, e nem todas se podem apagar com uma borracha.
Se te magoou, vais sempre reforçar para toda a gente a ideia de que «já o esqueci» ... ERRADO, my dear ; talvez até o ames mais. Quem sabe continues a sentir saudades de saber onde anda, se continua a fumar a mesma marca de tabaco ou a gostar de beber café com gelo. Mas não te culpes, nem dês parte fraca. Olha-te ao espelho, és bela e por enquanto, ainda não és adormecida.
Será sempre isto, alguém gosta sempre de alguém, como a Minnie gosta do Mickey, o Sherek da Fiona, e a Bela do Monstro ... Like a Disney Story!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Um dia ...

Um dia vais ligar-me e não vou atender, vais querer ver-me e eu não vou poder, vais querer estar comigo e eu não vou aceitar ... Nesse dia vais perceber o que eu senti!
É, esse dia chegou meu querido. Chegou mais cedo do que aquilo que eu pensei até. Passaram apenas alguns meses desde que te apercebes-te que não eras mais o menino dos meus olhos. Não sei como, mas consigo perceber o que sentes, e acho que não me engano. Afinal de contas deixei de usar sempre sapatilhas, calças de ganga e o cabelo apertado. É, confesso que estou uma mulher e poderia apostar em como tu adoravas fazer parte da minha nova vida. Consigo ver nos teus olhos que em certas alturas me tentas ignorar só para não demonstrares que ainda sentes; deixas de falar para não caíres na tentação de dizer «ainda te amo»; para não chorares sempre que me vês.
Imagino o que ainda me desejas quando me olhas, sempre foste maluco por mim, um verdadeiro Romeu que eu achei que nunca deixaria a sua Julieta. Mas deixas-te; deixas-te por aquelas vadias todas (sem ofensa minhas queridas), mas sabes? Elas nunca me substituirão, e nunca te farão feliz como eu fiz, e elas nunca conseguirão ver nos teus olhos, o brilho que eu via quando dizias que era o amor da tua vida.   Aquele que tu deitas-te fora como uma pastilha elástica quando perde o sabor sabes? Mas nós ainda podíamos ter feito tantas "bolinhas" juntos (...)
Acho que entendes-te da pior maneira que fizeste a escolha errada. Confesso que não me dá gosto ver-te sofrer, mas sinto que tinha razão em tudo que disse e que é mesmo verdadeiro o velho ditado do só se dá valor quando se perde.
Já que mudas-te o sabor da tua pastilha elástica favorita, 'boa sorte!', estão sempre a aparecer sabores novos. Pode ser que um dia destes encontres um parecido ao meu, mas com menos açúcar, para que não fiques com diabetes ... Fuma uns Lucky Strike , sempre te ajudarão a acalmar a dor da minha falta.

Beijinhos


terça-feira, 10 de julho de 2012

De Sangue

Nem sei muito bem por onde começar, nem de que forma possa usar as palavras para demonstrar o quanto estou magoada contigo, o quanto me sinto triste, o quanto me dói saber que não somos mais o que éramos. Precisava de um daqueles passeios nossos para te poder olhar nos olhos e demonstrar-te que sinto taaaanto a tua falta, dar-te um abraço dos nossos, um beijinho e dizer-te «gosto tanto de ti» ... Mas não posso, não posso porque o orgulho de ambas as partes tornou-se superior àquela relação que tínhamos, que sempre tivemos, que tenho a certeza que toda a gente que nos visse juntos, invejaria.
Lembras-te das brincadeiras? Sempre fui uma Maria rapaz (nem poderia ser de outra forma contigo); os carros, a terra, a viola, a scooter ... Lembras-te como eu adorava andar naquela "lambreta" contigo? Aquilo andava mesmo pouco não achas? Mesmo assim eu adorava, naquela rua de roseiras, a pique, quando eu sentia o cabelo todo para trás com o vento, sentada no teu colo e os olhos a lacrimejarem: era a adrenalina total. Eu gargalhava-me toda!
Os banhos de mangueira sempre foram algo caricato também, começavam sempre no quintal, com algo sério para fazer, mas acabavam sempre em brincadeiras que os pais detestavam.
Sempre tivemos uma coisa em comum: o amor pelos cães! Ainda consegues lembrar-te do quanto já chorámos juntos pelos cães que nos morreram? Éramos sempre eu e tu a dar-lhes banho. Eles detestavam. Mas tu nunca te esquecias que era para o bem deles. O quanto nós chateámos a cabeça dos pais para irmos buscar aquele cachorro bebé, o Jonas. E às escondidas deles, íamos buscá-lo à noite, para a nossa beira, quando eles se deitavam. Coitadinho, ele estava sempre a chorar, de tão assustado.
Adorava ouvir-te tocar viola, e naquelas noites com os teus amigos, as noites académicas que eu de vez em quando (muito de vez em quando) tinha oportunidade de assistir a partes, eu pensava para os meus botões «um dia ainda hei-de saber tocar como tu» ...
Não me esqueço que poucos dias antes de seguires a tua vida fora desta casa, dormi TODOS os dias contigo. Era a loucura total nós os dois. Adormecíamos sempre tarde, sempre na brincadeira, e os pais chegavam a vir reclamar. Sobrava sempre pra mim não era? A mais nova.
Hoje as coisas mudaram. Não imaginas o que choro ao escrever isto, o que me custa reconhecer que a nossa relação se perdeu, o que me custa saber que tu deixas-te de ser quem eras. Desculpa se por vezes não fui a melhor, mas eu tinha um orgulho imenso por ti. Lembras-te como gozavas com as minhas notas de Educação Física? E hoje? Ainda sabes quais são as minhas áreas favoritas?
Em parte acredito que sempre fiz tudo por nós, mas sabes que existem alturas em que acabamos por baixar os braços porque já não dá mais. E depois choramos... Sozinhos. Nunca gostei muito de falar deste assunto com ninguém, não por medo, mas porque me custa mais que qualquer outro.
Não sei se algum dia voltaremos à mesma cumplicidade.
Estou muito magoada contigo! Um dia, se tivermos oportunidade,os dois sozinhos, tenho muita coisa para te dizer. E depois, se puder, vou abraçar-te como antes, e vamos rir da coisa mais estúpida que nos lembrar-mos ... É, gozávamos sempre com toda a gente.
Se alguma vez este texto te chegar às mãos, lê-o com atenção, nas entrelinhas existem coisas que ninguém percebe; palavras cheias de saudade ... Por agora, não te esqueças que eu continuo aqui, como quando tinha 6 anos, cabelo loiro encaracolado, e aquele sorriso malandro. Eu sou a mesma, que continua amar-te, e tu?

Da SEMPRE tua,
Mana .