segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Don't Cry

Era meia noite no relógio de parede da sala e eu continuava com o mesmo pijama há semanas, o cabelo parecia pasta e as lentes dos meus óculos pareciam trazer a névoa de décadas. Depois de uns chocolates, umas gomas e uns cigarros, desliguei a televisão e corri para o quarto. Abri o roupeiro que estava fechado com aquela roupa que eu tinha decido "tão cedo não visto"; escolhi uma bela saia apertadinha como sempre gostei, um estrondoso top cai-cai e uns saltos deslumbrantes. Corri para o banho e usei o melhor gel. Depois de vestida e bem maquilhada saí de casa e liguei para a L. , sabia que ela nunca me deixaria numa aventura destas sozinha e além do mais todos os dias tentava arrancar-me de casa.
Passei a buscá-la e finalmente consegui divertir-me, corremos todos os bares do Bairro Alto, experimentámos de tudo e finalmente o meu rímel permaneceu durante longas horas sem o conseguir borratar.
Quando cheguei a casa dei por mim sentada na varanda, com os saltos ao lado, um martini branco e um cigarro que desfrutava intensamente, pensando "Está na altura de seguires, nem sempre amor é sinal de ficar junto, e realmente o Until Forever nem existe" .
Fechei a preciana e fui dormir de sorriso nos lábios, afinal aos poucos vais ficar como a coca-cola : ZERO!