quinta-feira, 28 de junho de 2012

Cegueira

Chega a ser estranho o facto de eu me dar ao trabalho de pensar neste assunto, mas existem coisas que por mais que tentes nunca vais conseguir evitar que te afectem, e que por mais que lutes nunca consegues ficar em silêncio sobre elas.
Eu acredito que a distância nos tenha afastado, mas diz-me lá quantas vezes te fechei a porta ou te desliguei o telemóvel? Não aches que aquela que te sorri mais e te diz o que tu queres ouvir é quem gosta mais de ti. Não te enganes. Ela pode estar sempre sentada à tua beira, e pode até beber uns copos contigo e fumar uns cigarros na esplanada em dias de calor; mas até que ponto vais continuar a achar que ela é a pessoa perfeita e que tem razão em tudo? Às vezes pareces mesmo ingénua. Prefiro ficar calada a meter-me num assunto que devia começar a passar-me ao lado. Lembras-te da quantidade de lágrimas que eu te limpei? Não me critiquem por agora já não o fazer ... é que sabes? Histórias encantadas já chateiam, e os lenços de papel começaram a ficar caros.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Conselhos

«Não gosto de te ver com ele!»
Chegas a ser ridículo sabias? Achas mesmo que a tua opinião me importa? Vens-me com essa conversa de muito amiguinho, e depois enfias-me com essa treta de personalidades semelhantes em cima. Nunca ouvis-te dizer que os opostos se atraem? Pensavas o quê? Que nós também éramos almas gémeas? Interna-te. Nós tivemos uma história, muito feliz por sinal, mas que acabou. Não vejo a tua necessidade de criticares o meu presente, de achares que tens o direito de opinar sobre as minhas escolhas. Depois tens o azar de qualquer dia ouvir "ele faz-me feliz, sabias?". Mas não vou descer tão baixo. Afinal de contas tu achas-te que eu estaria sempre na tua mão, tal como um passarinho se subordina à gaiola da sua dona; mas afinal de contas ele não tem escolha até que lha abram; mas eu tive... E sabias que foste tu quem me ajudou a decidir? Ah pois. Sabias que depois de tantas lágrimas e de correr atrás de ti como cadela que não vive sem dono, eu desamarrei-me.
Não aches que já não gosto de ti, afinal de contas tenho um enorme carinho por ti, mas irrita-me a tua necessidade de crítica. Tu não gostas de me ver com ele, ele não tem nada a ver comigo, ele não me faz feliz? Quem és tu para me julgar?
Foste tu quem soltou a mão e me deixou voar, quem sabe se ainda hoje eu não continuaria a ser a andorinha que regressava todos os verões?
Encontra alguém, volta a viver, essa frustração toda não te fica nada bem...




segunda-feira, 18 de junho de 2012

« Vai ser complicado, porém divertido. Vamos brigar por quase tudo, porque adoramos irritar um ao outro. Você vai querer ver um filme de terror e eu vou dizer que quero ver romance, só para contrariar, e quando você disser “tudo bem então”, eu vou dar uma gargalhada e cantarolar “brincadeirinha, bobo”. Você vai deixar a toalha molhada em cima da cama e quando eu ver, vou gritar seu nome. Quando você chegar no quarto, vou te dar um sermão, você vai rir e eu vou brincar de te bater com ela. A maior parte do guarda-roupa será minha, e se você discordar, te faço comprar um só pra mim, ou construir um closet, é, boa idéia. Vou inventar uma dieta radical, e você chegará do trabalho com uma caixa de bombom e um pote de sorvete, vou querer te matar, mas acabaremos os dois, sentados no sofá com uma colher na mão e com a boca lambuzada. Vamos brigar pelo lado direito da cama, e discutiremos sobre quem é melhor jogando vídeo game, sem sucesso, porque eu sei que eu nunca vou te superar. Você começará a me contar sobre as suas ex-namoradas e a elogiá-las pra caramba, e quando conseguir me tirar do sério, vai me pegar no colo e me jogar na cama, me enchendo de cócegas e dizendo que fico linda com ciúmes. Teremos pelo menos uns 3 filhos, que obviamente vão ser super mimados por você, o que causará mais discórdia ainda. Você e as crianças entrarão com os pés sujos de lama dentro de casa, me fazendo surtar e abrir um sorriso logo depois, ao ver uma flor na mão de cada um. No supermercado, você vai encher o carrinho de besteira, enquanto eu tento convencê-lo de levar coisas um pouco mais saudáveis. Vou fazer a sua comida favorita, mas não vou deixar que você diga que não gosta de algo sem nunca ter provado. Vamos brigar, dormir de costas um para o outro, e no meio da noite, vou sentir sua mão procurando a minha e vou te abraçar para nunca mais soltar. Seremos eu e você, pra sempre, independente de qualquer outra coisa. »



Diz lá que não era bonito?  *

Wake up .

Não queria de todo intrometer-me numa história na qual não sou protagonista e sou apenas audiência, a espectadora que assiste de fora e bate palmas ou limpa lágrimas. Não me venham com histórias, vocês gostam um do outro. Isso está na cara, e por mais que tentem dizer a todo o mundo o quanto essa história já morreu p'ra vocês, ninguém vai acreditar. Vocês jurarão mais uma vez, com aquela cara de seriedade, que se desfaz por completo, quando se vêem um ao outro com outra pessoa.
Não me venham dizer (a mim), que não sentem saudades vossas; que não vale a pena lutar por algo que já se esgotou... Vale sempre. E por mais que tentem enganar-se, por mais que tentem insultar-se, por mais que achem que vocês nunca mais se cruzarão num beijo, que nunca mais serão um do outro (...) Esqueçam! Vocês irão sempre cruzar-se. Nem que seja em fotos, em objectos, em músicas, em memórias... Nem que seja no passeio de uma rua, afinal de contas, a rua é de todos.
Oh amiga, nunca ninguém disse que seria fácil, mas nunca suavizarás nada enquanto continuares de braços cruzados na cama, a olhar p'ras fotos que rasgas-te.

De quem gosta muito de ti  :)

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Se a raiva for solução.

Mas olha lá, podes responder-me a uma pergunta? Até quando é que isto vai continuar? É que sinceramente tantos planos falhados e tantas tampas já me começam a saturar um bocado. Eu vou ser-te sincera, neste preciso momento estou a repudiar-te. Achas bem?
Estamos longe, o que nos faz estar mais perto todos os dias são os telemóveis e as mensagens que vamos trocando, o facebook e aquelas fotos que às vezes vasculho no computador e te envia para perceber, através da tua reacção, se de facto também sentes saudades.
Pensa comigo, há três semanas (a última vez que nos vimos) juras-te que pelo menos uma semana depois irias ver-me, há duas semanas juras-te que virias na seguinte, no início desta semana juras-te vir no fim-se-semana... mas não cumpris-te! Mil e umas desculpas mais e tanto mais daquele blá bá blá que já enjoa. Olha, eu sei que tenho andado sem paciência, mas acerca disso não me culpes. Culpa-te a ti!! Culpa-te pela falta de atenção, pela ausência física e psicológica, pela distância da tua voz em chamadas, pela distância do teu interesse por me acompanhares. Tu sabes o que é fazer cento e um esforços por saberes que tens alguém de quem gostas longe e que lhe deves respeito; por isso "porta-te bem"... Sabes?! Eu acredito que saibas, afinal nunca nenhum Adão nem nenhuma Eva existiram sozinhos; e se de facto são necessárias duas pessoas para uma relação, suponho que também tu saibas do que falo.
Voltemos atrás; não foste... vim eu. E ironia do destino (ou não) trocas-te-me por outra coisa e descartas-te-me da mesma forma que eu descarto as testemunhas de Jeová. Não me estejas já a mandar à merda baixinho, tu bem sabes que não foste correcto e que se fosse ao contrário também não irias gostar. Eu sei que tens os teus deveres, sei que é algo que te realiza enquanto pessoa, mas imaginas os quilómetros que fiz para te ver? Agora pensa, na quantidade de vezes que há incêndios nesta altura, e nas vezes que me podes ver. Não são as mesmas pois não? Eu sabia que íamos concordar neste aspecto.
Sabes que mais? Eu podia berrar, podia mandar-te pó c** e dizer-te que me estou bem nas tintas pra ti, o que é certo é que embora eu diga tudo isto e mais alguma coisa, eu não o sinto. Nem nos momentos em que mais me enervas.
"Alguma vez gostas-te de mim?" Não vires o jogo a teu favor. Eu esqueço a distância para continuar contigo e não, não gosto de ti... Sabes? É que virou moda namorar por internet. Às vezes não sei se sou eu que sou arrogante demais, se és tu que tens excesso de burrice. Desculpa lá se me apetecia estar com a pessoa que escolhi para chamar de «namorado», desculpa. Deve ter sido erro meu então moço.
Olha, não é raiva, não é tristeza; é cansaço.
Quando tiveres tempo, pára um pouco e pensa, "quem muito se ausenta, uma hora deixa de fazer falta." ; vê lá se qualquer dia não és bombeiro a tempo inteiro, e se à profissão não lhe juntas um novo estado civil : S-O-L-T-E-I-R-O .
Um beijinho, em chamas.